| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Apodiformes |
| Família: | Trochilidae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Florisuginae |
| Bonaparte, 1853 | |
| Espécie: | F. fusca |
O beija-flor-preto é uma ave apodiforme da família Trochilidae.
Também conhecido como beija-flor-preto-e-branco.
Seu nome científico significa: do (latim) flos, floris = flor; e suga = sugere sugar; e do (latim) fusca = preto, escuro. - (beija-flor preto).
Era denominado com o nome científico de Melanotrochilus fuscus.
Esta espécie de beija-flor possui em média 12,6 centímetros. O colorido contrastante vistoso das retrizes é exibido quando o pássaro expande a cauda em um leque branco cortado em duas metades pelas centrais negras ou quando abre e fecha rápido as caudais. O branco da cauda continua até os flancos e forma uma faixa sobre o crisso.
Os indivíduos jovens são negros quase que totalmente manchados de pardo. Apresentam uma faixa maxilar castanha, cauda canela ou negra, sendo brancas somente as retrizes laterais.
Apresenta uma voz aguda, que lembra a de insetos ou de morcegos. Foi descoberto recentemente, por pesquisadores dos EUA e do Brasil, que a espécie em questão canta em frequência ultrassônica, algo inédito à classe das aves (pesquisa publicada na revista científica Current Biology, em 05 de março de 2018, e disponibilizada neste link). Estudos posteriores ainda estão sendo conduzidos para melhor compreender esta incrível habilidade da espécie. Possui vozes diferentes para expressar ataque, alarme. “tli, tli, tli”.
Não possui subespécies.
A base da alimentação é o açúcar encontrado no néctar das flores, mas também alimenta-se de pequenos invertebrados, principalmente aracnídeos.
O voo nupcial consiste em perseguições ziguezagueantes à fêmea. O casal sobe às alturas parando a cada lance, de aproximadamente 20 metros, defronte um do outro em voo de libração. Em seguida, as aves regressam ao pouso, onde excitam-se abrindo e fechando rapidamente as asas. Utiliza teias de aranha e de sementes com paina para tecer seus ninhos, em forma de uma pequena tigela e fixado com fios na vegetação.
Encontrado à beira da mata, capoeira, jardins, bananais, frequentemente em copas de árvores altas. Parece manter-se mais parado no ar do que os outros beija-flores, sempre exibindo suas cores contrastantes.
Ocorre da Paraíba ao Rio Grande do Sul. É a espécie mais frequente de beija-flor em Macaé de Cima, Rio de Janeiro, durante o verão.